Essa é mais uma história real, com personagens fictícios, ou vice-versa.
Barman na Inglaterra tem fama de gay. Fato. Barman em Londres, mais ainda. No Soho então, são praticamente sinônimos, barman = gay.
Peter foi barman na Inglaterra. Peter foi barman em Londres. Peter foi barman no Soho. E não agüentava mais afirmar suas preferências sexuais.
Pela quarta vez aquele dia, alguém insinuava sobre sua sexualidade. Loira, rosada, um metro e sessenta, coxas fartas, barriguinha maquina de lavar (branca e grande), era a típica inglesa.
Chamou Peter ao balcão, e perguntou sobre determinado vinho. Disse que “ele”, afeminando o jeito de falar, entendia muito bem dessas coisas.
Quer saber? Pensou o Peter. Quebrou a munheca, meteu seu sotaque americano, inspirando-se em seu colega de bar, esse sim, americano e gay de verdade, e recomendou o tal vinho. Ana, descobriu mais tarde, era o nome da moça.
Ficou ali, encostada no balcão, bebendo seu Pinnot Noir húngaro, de quinta categoria, que Peter havia lhe indicado como grande vinho.
Conversaram ao longo de toda a noite, sobre o quão púrpura era o clima primaveril, sobre bons restaurantes, bons livros, museus, etc.
Ao fim da noite, pub fechando, ela pediu pra ficar. Ficou. Fechado o pub, ela convidou Peter para conhecer seu apartamento, sua aplicação de arte do Feng Shui, seu gato persa e sua coleção de tulipas orientais. Tudo isso ficava apenas há algumas quadras dali.
Foi. Levaram algumas garrafas do mais vagabundo vinho rose, um californiano qualquer. Vinho rose, um atestado de homossexualidade.
Pelo caminho continuaram sua tão animada conversa. Peter jamais tinha visto uma mulher tão aberta, tão confidente.
Já no apartamento, sobre seu belíssimo tapete persa, beberam o tal vinho, e, ops, sem querer, beijaram-se. Peter parou, hesitante. Ela pediu que não parasse, que ela confiava.
Beijaram-se, loucamente. Quando o clima esquentou, Peter parou, mais uma vez. Ela pediu que continuasse.
Peter, inteligente, disse que não. Que não podia, não sabia. Nunca tinha feito aquilo com uma mulher. Ela, com toda calma, disse que ensinaria. Disse então, que poderíamos começar com o que, em inglês, chamavam de “gay sex”. Isso mesmo, porta dos fundos. Bater bola atrás do gol. Essas coisas.
Vejam bem senhores, em aproximadamente quatro horas, um suposto gay conseguiria o que muitos namorados levam anos! Eu disse ANOS! Para conseguir.
Isso é facilmente explicável pelo implícito desejo feminino de converter um gay em hetero. Ou converter seus namorados heteros, em gays.
O par perfeito da maioria das mulheres seria um gay, com apetite heterosexual.
Senão, vejamos:
Nove em cada dez mulheres descrevem o homem ideal como: Carinhoso, atencioso, inteligente, versátil, atual, articulado, prestativo, delicado. Ou adjetivos que os valham.
As mulheres querem gays!! Mas gays que as satisfaçam sexualmente. Amantes vorazes, que entendam de papel de parede, arte contemporânea e comida japonesa.
E foi isso que a Ana teve naquela noite. Ao final, Peter revelou:
- Ana, eu não sou gay.
Ela, calmamente, disse que sabia, desde o começo. Mas resolveu aproveitar o personagem.
Ana e Peter nunca mais foram vistos juntos.
asd disse,
7 07UTC Agosto 07UTC 2008 às 6:26 am
Hum….