07.31.09
Proximidade
Sociologia. Eis um assunto que me fascina. Certo que vai ser uma das faculdades que vou fazer por esporte, num futuro não tão distante. Logo depois de história e educação física, vou fazer Sociologia.
Mas mesmo sem ter estudado ainda, e sem entender patavinas, dou meus pitacos. E, ultimamente, uma mudança sociológica muito interessante tem me chamado atenção. A mudança do conceito “proximidade”. Antes de entrar no assunto, reforço: não tenho nenhum conhecimento teórico, só de observação.
A sociedade é baseada em proximidade. E até bem pouco tempo, isso era uma questão geográfica. Os grupos e subgrupos que compõe a organização social formavam-se em torno de algum local específico. Pensem a respeito: Amigos da escola, turma da faculdade, vizinhos, pessoal do trabalho, e por aí vai. Todos tem alguma ligação física, um ponto geográfico comum.
E então chegamos à idade das redes sociais. Sim, porque tivemos a idade da pedra, idade antiga, idade moderna, idade contemporânea e agora a idade das redes sociais. Orkut, Facebook, twitter, meebo, Hi5, etc., escolha a sua. E agora a palavra “proximidade”, do ponto de vista sociológico, ganhou outro sentido.
Hoje, proximidade é uma questão de afinidade. A internet possibilitou isso. Os grupos e subgrupos criados hoje são totalmente baseados em gostos, em similaridades. “Fãs de NxZero”, “Adoro unhas vermelhas”, “Rock progressivo”, “Stand up commedy”, são exemplos de grupos que podem formar-se pela internet, compartilhando experiências, desenvolvendo-se (ou não) como indivíduos. E, nesses casos, não tem nenhuma referência geográfica.
É totalmente comum na idade das redes sociais, termos “melhores amigos” separados por milhares de quilômetros. Talvez, e muito provavelmente, nunca se viram pessoalmente. Nunca peidaram um na frente do outro (prova maior de intimidade). Mas são sim, dentro deste conceito de sociedade, melhores amigos. E essa questão geográfica pode, e muitas vezes é, também ser inversa. Sabe-se de pessoas que moram até no mesmo prédio, são grandes amigos virtuais e não dão nem um oizinho no elevador.
A grande verdade (quem sou eu pra dizer isso?) é que a sociedade esta mudando… e cada vez mais rápido. A dica é: acompanhe-a, evolua, ou fique de fora.
07.29.09
Crescer ou não crescer? Eis a questão.
Adoro ser da geração que eu sou. Nasci nos 80, em meio a attaris, maquinas Olivetti e pirocópteros. Menudos, fofão e topo gigio. Mas que ela, a geração, é problemática, ah é, isso é.
Hoje, aos vinte e poucos anos, não sei se sou adulto, adolescente, jovem, criança ou velho. Meus pais, com 20 anos, estavam casados e com 2 filhos. Tinham casa própria, carro e abrindo o próprio negócio. Eram adultos.
Eu tenho quase 25. Sou formado, bem empregado. Adulto? Moro com meus pais, jogo vídeo-game, vejo desenho sempre que posso, leio gibi, adoro a combinação Nescau_gelado+Bisnaguinha_com_Mumu e trakinas. Criança?
Nossa geração perdeu a referência das passagens, da entrada para a vida adulta. Alguns anos atrás, as pessoas tinham idade pra casar, e, como diz o ditado, “quem casa, quer casa”. Saiam da casa dos pais, assumiam responsabilidades, viravam adultos.
Eu não. Não vou casar nos próximos anos. Outras coisas viraram prioridade antes do casamento na vida da nossa geração. Primeiro a Faculdade. Só poderíamos nos casar depois de formados. Depois, a pós-graduação, a carreira estável. Aparentemente, os casais de hoje não estão dispostos a “passar trabalho” juntos. Só casam-se depois de terem suas vidas resolvidas.
E qual o resultado dessas distorções? Ultimamente tenho pensado muito nisso. E não tenho a menor idéia.
07.06.09
Henrique V
Eu nunca fui muito de ler Shakespeare, li uma obra aqui, outra acolá. Que eu lembre agora, li sonhos de uma noite de verão, a megera domada, Macbeth, e, claro, Romeu e Julieta. Pouco, se considerarmos toda obra do autor. Nada me chamou muito atenção. Claro, é Shakespeare, e ele é simplesmente O cara. O que mais me marcou foi Macbeth, que eu li em inglês, nos meus longínquos tempos londrinos. Me marcou pela dinâmica (peça mais curta de Willian) e pelo vocabulário incrível, não muito pelo enredo.
Mas não é de Mcbeth que eu vim falar. Acontece que acabo de colocar mais uma obra de Sir Willian Shakespeare no hall de lidos. E essa eu ainda to tonto. Melhor obra dele que eu li, claro, na minha modesta opinião.
Henrique V. Adoro história, particularmente a Guerra dos Cem anos. E esse drama histórico é simplesmente perfeito.
A descrição da batalha de Azincourt, (25/19/1415) é, de longe, a melhor descrição de batalha que eu já li na vida. 15 mil ingleses, 60 mil franceses. Nem vou me atrever a descrever aqui. Não depois de te-la lido, tão bem escrita.
Me dou a liberdade de ctrl_c+ctrl_v aqui o discurso do rei Henrique V, que ficou conhecido como discurso de são Crispim. Leiam, e aprendam:
Quem expressa esse desejo? Meu primo Westmoreland? Não, meu simpático primo; se estamos destinados a morrer, nosso país não tem necessidade de perder mais homens do que nós temos aqui; e , se devemos viver, quanto menor é o nosso número, maior será para cada um de nós a parte da honra. Pela vontade de Deus! Não desejes nenhum um homem a mais, te rogo! Por Júpiter! Não sou avaro de ouro, e pouco me importo se vivem às minhas expensas: sinto pouco que outros usem minhas roupas: essa coisas externas não encontram abrigo entre as minhas preocupações; mas se ambicionar a honra é pecado, sou a alma mais pecadora que existe.
Não, por fé, não desejeis nenhum homem mais da Inglaterra. Paz de Deus! Não quereria, pela melhor das esperanças, expor-me a perder uma honra tão grande, que um homem a mais poderia quiçá compartir comigo. Oh! Não ansieis por nenhum homem a mais! Proclama antes, através do meu exército, Westmoreland, que aquele que não for com coração à luta poderá se retirar: lhe daremos um passaporte e poremos na sua mochila uns escudos para a viagem; não queremos morrer na companhia de um homem que teme morrer como companheiro nosso.
O dia de São Crispim: este dia é o da festa de São Crispim; aquele que sobreviver esse dia voltará são e salvo ao seu lar e se colocará na ponta dos pés quando se mencionará esta data, ele crescerá sobre si mesmo ante o nome de São Crispim. Aquele que sobrevier esse dia e chegar a velhice, a cada ano, na véspera desta festa, convidará os amigos e lhes dirá: “Amanhã é São Crispim”. E então, arregaçando as mangas, ao mostrar-lhes as cicatrizes, dirá: “Recebi estas feridas no dia de São Crispim.”
Os velhos esquecerão; mas, aqueles que não esquecem de tudo, se lembrarão todavia com satisfação das proezas que levaram a cabo naquele dia. E então nossos nomes serão tão familiares nas suas bocas com os nomes dos seus parentes: o rei Harry, Bedford, Exeter, Warwick e Talbot, Salisbury e Gloucester serão ressuscitados pela recordação viva e saudados com o estalar dos copos.
O bom homem ensinará esta história ao seu filho, e desde este dia até o fim do mundo a festa de São Crispim e Crispiano nunca chegará sem que venha associada a nossa recordação, à lembrança do nosso pequeno exército, do nosso bando de irmãos; porque aquele que verter hoje seu sangue comigo, por muito vil que seja, será meu irmão, esta jornada enobrecerá sua condição e os cavaleiros que permanecem agora no leito da Inglaterra irão se considerar como malditos por não estarem aqui, e sentirão sua nobreza diminuída quando escutarem falar daqueles que combateram conosco no dia de São Crispim.
04.19.09
E a internet surpreende mais uma vez. O Twitter é a nova onda. Nem tão nova, mas muito onda. Se você vive numa caverna, na ilha de Lost, e recebeu este texto numa garrafa, ainda não deve ter ouvido falar no twitter. Eu explico. Twitter é, como posso dizer?, uma rede social, de microblogs, onde seguimos e somos seguidos. Uma espécie de Orkut + blog + SMS. Sim, SMS, já que podemos atualizar e acompanhar atualizações via celular.
O twitter é como se fosse uma daquelas portas de banheiro público. Cheio de frases engraçadinhas, desabafos, protestos até. E, melhor: com links!!
Você se cadastra, começa a seguir algumas pessoas, é seguido por outras, e tchanã!! Está viciado.
Fundado nos EUA em 2006, chegou logo em seguida no Brasil. Mas parece só estar ganhando força agora. Celebridades (sic) aos montes aderem a moda. Reais? Fakes? Tem de tudo. Marcelo Tas (Ernesto Varella + Professor Tibúrcio = CQC), é o brazuca com mais “followers”(seguidores…dã). Tem pra mais de 34 mil pessoas que acompanham, diariamente, as respostas que Tas da a já clássica pergunta do passarinho: What are you doing?
Tem muita gente ligada no twitter, e nas possibilidades que ele abre. Nessa semana, o “ator estadunidense”, como diria a Wikipédia, Ashton Kutcher, passou de 1 milhão de seguidores. Ele fez uma aposta com a rede americana CNN, de quem bateria a marca primeiro. Ganhou. Inveja dele. Não pelo milhão de seguidores. Mas pela esposa. Ashton “tuitou” direto e ao vivo no programa da Oprah, um dos mais, ou “O mais”, populares programas de TV dos EUA.
No Brasil, tem muito ator, atriz, celebridade, sub celebridade, comediante, aderindo a coisa. Mas o que chamou a atenção essa semana foi o novo “tuiteiro”: Bispo Edir Macedo (tks Tas). O Bispo, fundador da Universal (igreja, não gravadora), tinha 90 seguidores ontem… hoje já tem mais de 500. Considerando que ele é o líder, fundador, e bambambam de uma igreja de 15 milhões de fiéis, não é difícil imaginar que logo logo ele passa o Tas.
A graça, e dificuldade mor, do twitter é o limite. Você tem 140 caracteres para expressar-se. Veja bem, este texto já passou de 2125 caracteres. Significam praticamente 16 “tuitadas”. 17 agora. Tente ser engraçado em 2 linhas. Ou sagaz. Vai lá, arrisca. Inteligente então. Escreva algo inteligente, em 2 ou 3 linhas. O twitter desafia a capacidade de expressão das pessoas. Seja sucinto, rápido, mas deixe seu recado. Acho que aí mora o sucesso do twitter. Ele é exatamente como os nossos dias. Corrido, sem tempo, sem espaço. Eu adoro escrever, aqui no blog. Mas não tenho tempo. No twitter, com o celular, no banheiro, no carro, no restaurante, em qualquer lugar, estou sempre atualizando. Aqui? Preciso de tempo, de vontade, do PC.
Claro que, como toda a rede social, o twitter sofre com a bendita (me nego a chamar de maldita) inclusão digital. Para alguns “tuiteiros”, o que importa é ter seguidores. O que importa é o número, não a qualidade. Rola muito o “me ‘follow’ que eu te ‘follow’.”. Triste, mas real. Não da pra fugir disso. Enfim, pra entender mesmo o twitter, só criando um login e usando.
Vai lá: www.twitter.com
Ah, alguns dos twitters citados aqui, e outros que valem a pena:
www.twitter.com/marcelotas
www.twitter.com/aplusk
www.twitter.com/bispomacedo
www.twitter.com/rafinhabastos
www.twitter.com/danilogentili
www.twitter.com/vitorfasano
Sim, e o meu: www.twitter.com/nilton_jr
Aproveitem!
04.08.09
Nada vai nos separar
Centenário colorado, sentimentos a flor da pele… não pode passar em branco aqui…. mas desta vez ao invés de escrever, resolvi colar o texto de um dos maiores ídolos da minha geração, Fernando Lúcio da Costa, o nosso eterno capitão Fernandão, que mesmo longe não esquece o colorado. Qualquer hora escrevo um texto meu.
“PARABÉNS TORCIDA COLORADA!!!! Oi Pessoal. Hoje é um dia especial, pois o Internacional completa 100 anos de existência. Por este motivo escolhi esta data para reestrear o site. Com um novo formato, agora somente blog. Estarei contando aqui neste espaço um pouco do que estou vivendo em Doha. Colocarei vídeos, fotos e também notícias dos campeonatos que estou disputando. Já estamos no fim da liga Qatari. Estamos em primeiro com 6 pontos de vantagem sobre os nossos adversários diretos, o Al Sadd e Al Rayyan. Como faltam somente duas rodadas, podemos ser campeões no dia 12 de Abril com um simples empate contra o Al Sailiya, ou mesmo nos beneficiando de um empate entre o segundo e o terceiro, já que eles se enfrentarão no dia 11. Depois do término da liga, 16 de Abril, teremos ainda mais duas copas para disputar, a Copa do Príncipe e a Copa do Emir(Rei). O pessoal aqui dá muita importância para estas copas, por isso temos que manter nossa concentração e ritmo para este fim de temporada, não podemos ter surpresas desagradáveis. Agora voltando um pouco ao 4 de Abril. SPORT CLUB INTERNACIONAL, 100 anos. PARABÉNS TORCEDOR COLORADO!!!!!!!!! O Clube do Povo, que há muito deixou de ser somente do povo gaúcho para se tornar um dos maiores do Planeta. Com quase 100 mil sócios, CAMPEÃO DE TUDO, o Inter é hoje um exemplo de clube de futebol. Eu tive o privilégio de vestir esta camisa, ou como dizem os colorados… segunda pele. Vivi, em quatros anos, as maiores alegrias da minha carreira. Conquistei vários títulos, 6 no total. Foram 2 Gaúchos(2005 e 2008), 1 Libertadores(2006), 1 Mundial de Clubes(2006), 1 Recopa(2007) e a Copa Dubai(2008). Além de 2 vice campeonatos brasileiro, sendo que o de 2005 nos foi tirado fora de campo(dentro de campo vencemos). Lembro quando o Fernando Carvalho foi à Goiânia para tentar me contratar. Naquela oportunidade me falou do projeto de colocar o Inter entre os maiores clubes da América. Dois anos e meio depois o colocamos entre os maiores do Planeta. Hoje sou colorado, minha família é colorada, muitos dos meus amigos são colorados. O Inter é isso, quem experimenta ser colorado por um dia, se torna para sempre. É muita PAIXÃO!!!!!! Por tudo que passei, por tudo que conquistei, por tudo que me proporcionou, pela maneira que fui tratado pelo povo gaúcho, muito mais que desejar FELIZ ANIVERSÁRIO tenho que dizer MUITO OBRIGADO S.C.INTERNACIONAL. VAMU, VAMU, INTER!!!!! PARABÉNS PELOS 100 ANOS DE GLÓRIAS. CAMPEÃO DE TUDO!!!!! Abraços a todos, BOA FESTA e até amanhã. Fernando”
100 ANOS!!!!
4 de abril de 2009
04.06.09
Vivo
Posto, logo existo.
sim, faz tempo que não venho aqui… mas some uma gripe forte, semanas caóticas no trabalho, internet vagabunda em casa, preguiça, cerveja com os amigos, centenário colorado… é, não deu.
mas vai, eu sei que vai. Senão um dia, a casa cai.
03.25.09
O Corpo Feminino
O corpo feminino fala por si só. É cheio de sinais, de dicas. Claro que nem todos enxergam.
Feliz é o homem que sabe ler essas máquinas cheias de mistério.
Alguns olham peitos, bundas, barrigas. Coitados. Estão longe de conhecer sobre a mulher.
Sou um iniciante, mas já sei algumas artimanhas. Cada milímetro do corpo de uma mulher mostra um pouco do que ela realmente é. Claro que peitos, bundas, barrigas fazem parte deste universo. Mas por serem tão óbvias, são as primeiras partes a usarem máscaras.
O cotovelo, por exemplo. O cotovelo fala muito sobre a mulher. Liso, hidratado, sem marcas. Indica cuidado, capricho, minimalismo. Áspero, ressecado, com pequenas cicatrizes, pode indicar exatamente o contrário.
Uma mulher de cotovelos bem cuidados será uma boa esposa. Cuidará bem dos filhos, os terá sempre alinhados e educados. Aposto que serão bons alunos, com a ajuda e o esmero da mãe.
Não que cotovelos russos indiquem uma má mãe. Longe disso. Mas eles não garantem nada.
Garantem talvez uma mulher aventureira. No bom sentido do adjetivo. Uma mulher que não se atém a cuidados das partes menores de seu corpo, topa qualquer aventura. Que tal acampar na praia, ou escalar os cânions? Ela topa. E, melhor, não vai ficar reclamando a falta de conforto.
Não existem cotovelos, ou mulheres, bons ou ruins. Depende do que estamos procurando.
Vejam o quão complexo pode ser um cotovelo.
Imaginem os joelhos. Um dia, eu desvendo-lhes.
Enquanto isso mulheres, olhem seus cotovelos. Pensem. Que imagem vocês querem passar?
03.21.09
Atualizações..
03.19.09
Outro livro
Aproveitando que falei de livro no texto do JK, quero (preciso) indicar mais um.
Em busca de sentido – Um psicólogo no campo de concentração, de Viktor Frankl.
Esse livro está, até hoje, entre os 5 melhores que já li. Os outros 4 eu ainda não decidi. Mas este, com certeza, esta lá.
Frankl, um judeu vienense, médico psicanalista, durante a Segunda Guerra Mundial passou 5 anos em um campo de concentração, enquanto a maioria dos “hóspedes” não suportava 1 mês. Intrigado com a própria sobrevivência, decidiu duas coisas: sairia vivo dessa, e escreveria um livro a respeito. E as fez.
O livro quase nem foi importante na história da psicanálise. Só toda uma nova escola teórica, a Logoterapia (Terapia do Sentido) surgiu baseada nele.
“Para a Logoterapia, a busca de sentido na vida da pessoa é a principal força motivadora no ser humano…” (Frankl).
Então, fica a dica. Desligue o computador, e leia Frankl.